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Quando o samba vira sinfonia: Imperatriz prova que harmonia se aprende na rua

Sob o céu de domingo, a Imperatriz Leopoldinense transformou o asfalto de Ramos numa sala de aula — onde as lições eram dadas pelos surdos, vozes e movimentos sincronizados. A escola desenhou um desfile de rua onde cada ala, cada passo, cada nota vocal dialogava em perfeita harmonia. A batida marcava o tempo, o canto sustentava o clima, e o conjunto caminhava unido. Era evidente: o samba fluía mais do que com perfeição — fluía com alma.

Aquele ensaio não anunciava apenas o Carnaval que vem. Mostrava também a maturidade de quem entende que samba não é espetáculo individual, mas pactuação de comunidade inteira. A força da Imperatriz naquele cortejo foi mais do que ritmo: foi entrega, consciência, compromisso com a tradição. Naquela rua, o samba lembrou quem é, de onde vem — e para onde vai.